Arco-íris na Foz de Iguaçu - um amor inesquecível
Depoimento, em certo momento emocionante, de um homem que sente o poder da natureza diante da pequenez humana.
Depoimento, em certo momento emocionante, de um homem que sente o poder da natureza diante da pequenez humana.
Em um destes dias, recebi como uma crítica construtiva de que clonava vídeos e textos para colocar em nosso blog. Como resposta digo que creio realmente que uma das missões dos nossos blogs seja essa: reunir sons, imagens e palavras que se unam em volta de nossos propósitos e colocá-los à disposição dos leitores que também têm afinidade com nossos temas.
Seria impossível assistir a este vídeo com a união de tão bela voz com as imagens reais das águas que rolam e percorrem nosso planeta por bilhões de anos e não dividi-lo com vocês, nossos leitores.
É mais uma vez a simbiose entre o imaginário artístico e o real da natureza, onde a mão do homem não tocou, mas sim a mão do tempo e do vento na construção do que não podemos destruir. Não temos esse direito. Vejam, sintam e não calem. Geanete
Impacto de classes A e B sobre o ambiente no país é comparável ao dos EUA, mostra estudo de ONG LUCAS FERRAZ - DA SUCURSAL DE BRAS??LIA
No Dia Mundial do Meio Ambiente, a organização não-governamental WWF-Brasil divulgou pesquisa em que alerta: se toda a população mundial adotasse padrão de consumo semelhante ao das classes A e B brasileiras, seriam necessários três planetas para suprir todos os recursos utilizados.
De acordo com a pesquisa, a elite brasileira tem hábitos insustentáveis ambientalmente e exercem uma má influência ao servir como modelo de aspiração de consumo para as classes emergentes. “Afinal, todos querem ter e consumir como as classes A e B”, afirma Irineu Tamaio, coordenador do programa Educação para Sociedades Sustentáveis do WWF.
Intitulado “Tendências e Hábitos do Consumo dos Brasileiros”, o trabalho, realizado em parceria com o Ibope, tem o objetivo de despertar a sociedade e fazê-la pensar em mudanças nos hábitos e padrões de consumo, afirma o WWF.
O Ibope realizou a pesquisa em 142 municípios de todas as unidades da Federação, no período entre os dias 13 e 18 de maio. Foram entrevistadas 2.002 pessoas. A margem de erro, segundo o instituto, é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Carro e banho
Uma parcela de 13% dos entrevistados diz que o carro é o único meio de transporte. E as classes A e B gastam mais tempo no banho, também -mais de 20 minutos, para 13%, segundo o levantamento do WWF. Samuel Barreto, coordenador do programa ??gua para a Vida do WWF, afirma que, se esse tempo fosse reduzido pela metade, poderia ser economizada água suficiente para abastecer, por um dia, uma cidade com mais de seis milhões de habitantes (o município de São Paulo tem 11 milhões).
“Isso, em uma projeção baixa, com um gasto por minuto de três litros de água por pessoa”, disse. A ONU (Organização das Nações Unidas) recomenda que cada habitante use 200 litros de água para higiene pessoal, o que não inclui apenas o banho. “As ações individuais, se comparadas em escala, têm impacto ambiental muito grande”, completou.
O WWF, contudo, fez questão de ressaltar que não é contra o consumo em si, que ajuda a aquecer a economia. “É preciso mudar o hábito. A informação é muito importante, pois pequenas mudanças são essenciais para se chegar a um padrão sustentável”, afirmou Denise Hamú, secretária-geral da organização.
Segundo ela, é preciso investir nas mudanças dos hábitos da população, principalmente quando se analisa padrão de consumo -cada vez mais crescente- dos quatro principais países emergentes: Brasil, China, Rússia e ??ndia.
“Se continuarmos com esse modelo, chegaremos ao colapso”, resumiu Irineu Tamaio.
Se toda a população mundial consumisse como a média dos cidadãos dos Estados Unidos, país que mais consome e que ocupa o topo da lista de nações insustentáveis do ponto de vista do consumo, seriam necessários cinco planetas. Os EUA são, de longe, o maior emissor per capita de gases do efeito estufa. Em contrapartida, se todos adotassem o padrão da Somália, na ??frica, sobrariam recursos naturais e não seria necessário nem ao menos um planeta -o índice seria de 0,22.