Transposição das ??guas do rio São Francisco (4/5)

Velho Chico - 06/04/2008

2 comentários. Comente.

  • O velho Chico
    Quando criança, aprendi a fazer o traçado do Rio São Francisco, saindo da Serra da Canastra em Minas Gerais, atravessando quase todo o Estado, entrando na Bahia e fazendo curvas sinuosas até chegar a sua foz entre os Estados de Sergipe e Alagoas. A professora Teresa Rami ia nos ensinando que o rio ia engrossando ao receber os diversos afluentes até se tornar um grande rio. Ela tomava as nossas mãos e ia nos guiando pelos caminhos do cerrado com um lápis de cor azul. O papel onde o mapa era desenhado era o mundo da imaginação e víamos índios, onças, jacarés, antas e cobras que passeavam pela terceira margem do rio que povoava nosso imaginário. Muitos anos depois conheci o rio, o Velho Chico numa pescaria frustrada em Divinópolis, na terra do Geraldo Magelo, mineiro dos bons que nos guiou pelos campos até chegarmos num velho rancho de pesca. Lá estavam os velhos companheiros dos tempos de estudantes. Diego, Moacir, Elvira, Geraldo, Geanete, Gideão, Silvião entre outros. Foram bons e inesquecíveis momentos nas barrancas do sagrado rio, com muitas histórias, risadas e canções.
    Hoje o rio está quase morrendo. O desmatamento de suas margens e a poluição, estão destruindo a vida que ele carregava pelos sertões adentro e afora. Seus afluentes também estão desaparecendo pelo desmatamento. O que será do Chico e o que será de nós sem o Chico? Não sou necessariamente contra a transposição, que poderia ser uma opção se o rio ainda fosse vigoroso, cheio de vida. Mas transpor um rio que nestá minguando será acelerar a sua morte. Vamos juntar as nossas vozes para a revitalização do rio e quem sabe, depois, levá-lo para minorar a seca do Nordeste.

  • Geanete

    Valeram as lembranças!
    Lembro dele com maiores detalhes de quando estivemos visitando Durango e Rosinha em Juazeiro…realmente lá se vão bons anos, pois nem tínhamos a Iara ainda. Mas já existia a barrragem de Sobradinho, a qual fomos visitar. O rio caudaloso dividia Bahia de Pernambuco e atravessamos a ponte que liga os dois estados sem imaginar o que lhe esperava. Bons tempos! bons anos. O melhor de lá foi as crianças brincarem às margens do São Francisco, termos cohecido Poço de Fora, cidade da família da Rosinha, onde o velho Chico não alcançava e a luz elétrica inexistente dava vez ao luar do sertão. Povo acolhedor, esse do sertão, nos recebeu com mesa farta de cuscus, buxada, leite de cabra, coalhada e outros pratos típicos que nos deu muita felicidade. Velhos tempos! Bons tempos! Abr. Ge

Deixe o seu comentário