Água do Mar Engarrafada na terra de Tio Sam

H2Ocean, Padrão - 23/09/2008

Ficamos por quase três anos com nosso Blog das Águas ibernando pois nos desestimulamos ao acompanhar o processo exaustivo da H2Ocean para ser reconhecida em sua excelência. Diante da possibilidade de termos novamente a Água do mar dessalinizada chegando à nossa mesa, estamos reavivando nosso objetivo de reconhecer e divulgar sobre nossas águas e o nosso planeta Terra. Assim, vamos revisar e redivulgar alguns dos nossos artigos. Recomeçamos com este: Água do mar na tera do Tio Sam. Que nossas espectativas se tornem realidade o mais breve possível. Geanete

slide3 A matéria abaixo sobre a água do mar dessalinizada com alto grau de potabilidade nos foi enviada via e-mail, tendo sido publicada na Gazeta Mercantil de SP no último dia 30 de julho, pg C1.

Talvez, o Sr. Mário que nos transmitiu o contéudo da matéria via e-mail tenha ficado indignado por termos aparentemente perdido nossas pesquisas ao longo dos 10 últimos anos com a qualidade e excelência apurada pela H2Ocean, água do mar embasada em copos.
Porém, nós que minimamente acompanhamos a tenacidade dos seus pesquisadores e produtores temos a dizer que no terceiro mundo, ao qual o Brasil ainda está incluso, isso é o que de mais comum acontece.
A nossa história com o descobrimento e tipo de colonização a nós imposta, a extrativista, diferencialmente da Inglesa nos EUA, colonização de permanência,  sempre nos tem conduzido às perdas econômicas, científicas e naturais. Tanto assim é que temos perdido ao longo dos anos muitos cientistas que daqui se evadem para o exterior onde têm maior chance de avançar em suas teorias e práticas. Embora não possamos deixar de considerar as excelentes descobertas dos que aqui ficam independemente dos parcos investimentos na área científica como a dizer daqueles que aqui estão nas Universidades Federais, na UNICAMP e mesmo os que anonimamente continuam a investir nos estudos da Flora e Fauna brasileira.
Reconhecendo a importância das águas na vida terrena, iniciamos nosso blog com todo o entusiasmo pela H2Ocean, mas ao vermos o descaso com que os órgãos e a burocracia brasileira se portam diante de nossas possibilidades, paulatinamente fomos desviando o foco do blog para as diversas regiões que se formaram ao longo dos grandes rios e seus afluentes pelos 5 continentes que ocupamos.
Nosso objetivo não se perdeu, apenas se ampliou e pretende se ampliar mais envolvendo os diversos acontecimentos que pertençam às maravilhas que o homem cria a partir do reconhecimento da natureza em nossas vidas.
Assim, deixamos por enquanto de acompanhar a H2Ocean brasileira, para assim que nos for possível acompanhá-la no país de Tio Sam.
Incrível, mas assim foi mais uma vez. Geanete
Repassando…  
” Perdemos mais uma.
Mais cientistas e ciência indo embora.
Água mineral feita a partir do mar paulista chega aos EUA.
Moradores de Miami, na Flórida (EUA), poderão a partir do próximo mês entrar em lojas de conveniência da cidade e levar pra casa uma nova garrafa de água mineral, a H2Ocean. Seria apenas mais uma marca no mercado, não fosse por um detalhe: a H2Ocean é feita a
partir da água do mar, com aplicação da nanotecnologia.
E mais. o processo foi desenvolvido por brasileiros. A H2Ocean nasceu da experiência de dois cientistas, que começaram a desenvolver a tecnologia de controle de minerais em água dessalinizada. Isso ocorreu há dez anos. Em seguida, somaram-se à dupla outros dois sócios. Em 2003, eles conseguiram a patente do processo e passaram a bater de porta em porta para tentar comercializar a água. ‘Ao longo de dez anos, foram investidos cerca de US$ 2 milhões na companhia’, diz Rolando Viviani, gerente de marketing da H2Ocean.
Segundo ele, todas as pesquisas foram feitas com recursos próprios dos quatro sócios. Seus nomes, por enquanto, são mantidos em sigilo. No início, o objetivo da H2Ocean era vender a água ‘nanotecnológica’ no Brasil. A empresa alega ter procurado a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2006 para realizar o pedido de registro do engarrafamento do produto. A
resposta teria sido a de que não há legislação específica para que esse tipo de água seja vendido no país por conta da sua fonte: o mar. Procurada, a Anvisa informou que a H2Ocean nunca entrou com um pedido de registro. A empresa, entretanto, enviou ao Valor fac-símile da página da Anvisa na internet em que aparece o número do processo do registro e do protocolo, em nome de Aquamare Beneficiadora e Distribuidora de Água. A data de entrada é de outubro de 2006 e o pedido foi negado em março do ano passado. Em dezembro, a mesma Aquamare fez uma segunda tentativa, enviando uma carta à Anvisa em que pedia esclarecimentos sobre o que fazer para obter o registro. A resposta veio quatro meses depois, com a indicação de que a empresa deveria ‘importar’ uma legislação sobre o assunto. Ao Valor, a Anvisa também informou que ‘a empresa interessada na produção (…) de água dessalinizada deve apresentar, preferencialmente por intermédio de uma associação, proposta de regulamentação para avaliação pela Anvisa’. As ificuldades para se obter o registro no Brasil levaram a H2Ocean a mudar de estratégia. A empresa continua interessada em obter a aprovação da Anvisa, mas decidiu priorizar a busca por novos mercados. A opção foi pelos EUA. ‘O registro da empresa saiu em três horas e a água foi analisada em 15 dias. Nos EUA, conseguimos resolver em três meses tudo o que não conseguimos aqui em quatro anos’, afirma Viviani. O Valor, porém, não teve acesso ao registro obtido no exterior. A venda da H2Ocean começa nos Estados Unidos em agosto, em três estados: além da Flórida, Nova Jérsei e Atlanta.
Foram embarcados oito contêineres do produto, feito inicialmente na fábrica de Bertioga, litoral sul de São Paulo. A unidade poderá ser desativada em breve. A produção deve ser transferida para os EUA no fim deste ano. A nanotecnologia foi o instrumento utilizado pela H2Ocean para transformar a água do mar em água mineral dessalinizada. A água dos oceanos é rica em micro e macro nutrientes, como o boro, o cromo e o germânio - elementos dos quais o corpo humano necessita, em pequenas doses. Com a nanotecnologia, a H2Ocean conseguiu, a partir da água recolhida em alto mar, retirar o sal e manter grande parte dos minerais. Para chegar a esse resultado, os cientistas criaram um filtro com nanotecnologia aplicada, o nanofiltro. O processo inicial é o mesmo que se faz desde a década de 1940: a dessalinização. Depois de retirado o sal, restam duas opções, segundo Viviani: ‘Ou todos os minerais são retirados da água ou ela continua salgada’. Com uma sequência de nanofiltragens, a H2Ocean conseguiu manter 63 dos 86 minerais contidos na composição inicial. Surgiu a água do mar mineral. Para saber se o resultado é bom, o brasileiro vai ter de esperar. Ou passar em alguma ‘deli’ na próxima viagem à Disney. (Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria - Pág C1 - 30.07.08)
 

2 comentários. Comente.

  • Veja no Blog SOS Rios do Brasil postagem sobre a H2Ocean e link para o Blog das águas e este comentário sobre o absurdo de “impedirmos o envasamenteo e comercialização” da água produzida aqui, com tecnologia nacional.
    saudações eco-fluviais

    Prof. Jarmuth

  • Geanete

    Obrigada, Prof. Jarmuth. Foi uma satisfação conhecer seu blog.
    Abraços!
    Profª Geanete

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