Rio Tibre, ainda na região Toscana da Itália.
região Toscana, Se falávamos sobre os rios da Europa, da importância das suas águas e de seus cursos na formação da civilização, foi um erro meu começar pelo rio Arno e não pelo rio Tibre, ambos na Itália. Não podemos continuar navegando pelo Ocidente sem reconhecermos o rio Tibre como o grande pai da civilização Ocidental.
O Tibre nasce, assim como o Arno, na região Toscana e desagua também no Mar Tirreno, depois de cortar a Umbria (Città di Castello) e o Lácio (Orte e Roma).
Como todo rio é um registro vivo da história de uma nação, este não deixaria de ser e aqui está a primitiva estrutura do castelo de Santo Ângelo às margens do Tibre que foi iniciado em 139 como um mausoléu pessoal e familiar (Tumbas de Adriano), vindo a ser concluído em 139. Em pouco tempo teve função foi alterada, sendo utilizado como edifício militar em 403. Durante a época medieval esta foi a mais importante das fortalezas pertencentes aos Papas. Serviu também como prisão para muitos patriotas, na época dos movimentos de unificação da Itália ocorridos no século XIX. Do seu terraço superior, avista-se o Tibre, os prédios da cidade e o domo superior da Basílica de São Pedro.
O Tibre foi a alma da cidade de Roma sendo palco da lenda da sua fundação com Rômulo e Remo na cesta sob o ‘ficus ruminalis’. As colônias pré-romanas que se etabeleceram em Roma ficavam nas proximidades do Tibre. Ela era defendida com segurança na Ilha Tiberina -
- ao lado da qual (zona que foi estabelecido o Fórum Romano) se localizou na sua origem o ponto de luta entre a população etrusca que dominava a margem direita e as vilas latinas sobre a margem esquerda. Da ilha as naves antigas de baixo calado saiam diretamente ao mar. Pouco acima da ilha foi construída em madeira a primeira ponte de Roma, a Ponte Sublícia.
“O rio era considerado uma divindade, personificada no Pater Tiberinus: a sua festa anual (a Tiberinalia) era celebrada em 8 de dezembro, aniversário da fundação do templo do deus sobre a ilha Tiberina e era um rito de purificação” -
.
A ponte Rotto construída no século II a.C. apesar de estar em ruínas atesta a força da engenharia romana, um dos pilares do grande império romano. E nesta foto,
o símbolo da história de Roma cravado às margens do Tibre: as lobas.
Nesta outra, o embarque em frente a Ilha de Tevere (Tibre em italiano) que lembra a forma de um navio. Nela, foi erguida, em 293 a.C., um templo em homenagem a Esculápio, o deus grego da cura. Na era medieval, a ilha servia de isolamento para doentes durante os períodos de pestes que devastavam a cidade. Hoje, funciona na ilha renomado hospital.
“A ponte também é conhecida pela alcunha de “quatro cabeças”. Homenagem a quatro arquitetos responsáveis pela sua restauração, todos decapitados a mando do papa Sisto V (1585-1590). Parece ser mais uma lenda, entre tantas da histórica Itália. O quarteto perdeu literalmente a cabeça por uma conduta nada exemplar, como o episódio foi passado, genericamente, para a história”.
Estas são pequenas frações do símbolo do Tigre para nós Ocidentais, brasileiros, muitos dos quais filhos e netos dos barulhentos romanos que nos deixam através da memória das nossas moléculas o “leite” das lobas que ainda alimentam nosso ciclo de vida. Geanete

Relacionados- Nenhum artigo relacionado